Muitas pessoas descrevem a felicidade usando critérios externos. Para elas, felicidade é ter algo, ser algo, conseguir algo, estar em algum lugar. E completam que felicidade é diferente para cada pessoa. Neste único ponto, estão certas.
Mas nós sabemos que a felicidade é, na verdade, uma construção interna. Continua sendo própria de cada pessoa, variando de uma para outra. Mas, e aqui vai o mais importante, mesmo sendo esta construção pessoal, a felicidade responde a critérios universais, compartilhados por todos, podendo ser definida como um estado de equilíbrio interno, onde tudo parece estar em seus lugares.
O dicionário Aurélio, descreve felicidade como o “estado de perfeita satisfação íntima; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação.
Neste sentido, felicidade é a percepção de um arranjo mais ou menos harmonioso que funciona para aquela pessoa.
Felicidade é, afinal, um estado da alma humana, um estado emocional.

No poema Velho Tema, Vicente de Carvalho, alerta: a felicidade está sempre onde nós a colocamos, mas nós nunca a colocamos onde estamos. Isso mostra que o ambiente externo não é o melhor lugar para alguém depositar a sua felicidade. Mas o contrário pode ser bem mais relevante.
Portanto, desenvolver a capacidade de olhar para dentro de si mesmas e conquistar autoconhecimento, ajuda as pessoas a olhar a vida sob outro viés. Com isso, elas podem deixar a posição de insatisfeitas com o que possuem, com o que são, com o ser humano em que se transformaram, com o que não alcançaram e seguir mais objetivamente, com consciência e competência, um caminho de construção de suas metas e sonhos. Isso trará a felicidade como consequência.